15/06/10

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As horas

"Eu te esperei todos os séculos
sem desespero e sem desgosto,
e morri de infinitas mortes
guardando sempre o mesmo rosto"

- Cecília Meireles

As horas passam
seu rosto desvaneceu-se com o mar distante.

Não foi nada.

Quando o tempo prenderá as mãos com nós?

Quando voltará o mistério em seus olhos escuros?

Eu tenho saudade desse mistério.

Mais,
as horas passam
não
voltarás na minha memória.

De que servem as palavras

cuando as horas
não tem fim?

5 comentarios:

  1. As palavras näo servem mais tampoco servem os siléncios.
    Boléro, boléro, menina Amanda.

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  2. Gracias por pasarte. Me ha gustado mucho tu blog y tu poesía. Además el portugués me produce una nostalgia terrible. Me pasaré más a menudo por aquí, por supuesto.
    Un saludo

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  3. Muy buen blog. Ha sido una bella casualidad aterrizar en este lugar.
    Saludos!

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  4. Ambos, este blog ya ha culminado, quizás debería anunciarlo, ahora escribo en asnoitespassam.
    Gracias por sus lecturas.

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  5. Vuelo más alto, pero para ser entendido hablaré un idioma, gracias por este rato.

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